CINTRASEUPOVO

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

MÚSICAS

MÚSICAS


EM RELAÇÃO Á MÚSICA, HÁ UM PROGRAMA VARIADO QUE NÃO DIFERE MUITO DA LOCALIDADE PARA LOCALIDADE, DENTRO DA PRÓPRIA REGIÃO SALOIA.


AS MÚSICAS FAZEM PARTE DE UM DETERMINADO PERÍODO
DE TEMPO QUE É O FIM DO SEC.XIX E O PRÍNCIPIO DO SEC.XX E RETRATAM TODA UMA VIVÊNCIA DE UM POVO.







ESTAS MÚSICAS ERAM GERALMENTE CANTADAS, TOCADAS E BAILADAS, NAS CASAS DA BRINCADEIRA, NOS TERRENOS OU NA CASA DO BAILHO, APÓS UM DIA LONGO DE TRABALHO RURAL, ALGUMAS DELAS ERAM CANTADAS MESMO DURANTE O TRABALHO, POR EXEMPLO: VINDIMAS, DESFOLHADAS, MONDAS, LAVAR A ROUPA NO RIO, ETC.
OS INSTRUMENTOS UTILIZADOS ERAM A GAITA DE BEIÇOS, A CONCERTINA, OU OUTRO INSTRUMENTO BARULHENTO, OU SIMPLESMENTE BAILHAVAM AO SOM DO BATER DE PALMAS QUE MARCAVA O COMPASSO.


AS MODAS VARIAVAM ENTRE BAILARITOS, VIRAS, VALSAS, POLCAS, CORRIDINHOS NÃO ESQUEÇENDO AS DESGARRADAS, AS LETRAS DAS CANTIGAS ERAM DECORADAS E POR VEZES IMPROVIZADAS COMO POR EXEMPLO AS DESGARRADAS, QUE ERAM CANTIGAS FEITAS DE IMPROVISO.

É BOM SALIENTAR QUE HÁ ALGUNS GRUPOS DE FOLCLORE QUE AINDA DIVULGAM ESSA TRADIÇÕES TÃO PRECIOSAS QUE MARCAM UMA ÉPOCA VIVIDA PELOS NOSSOS ANTEPASSADOS.
POR ENTRE A DIVERSIDADE ETNOGRÁFICA QUE CARACTERIZA O POVO PORTUGUÊS, O SALOIO CONSTITUI ATÉ HOJE UM DOS ELEMENTOS MAIS PROEMINENTES, MAS ESTE TIPO TÃO SINGULAR QUANTO CONFUNDÍVEL QUE SE AFADIGA, AINDA PELOS ARREDORES DE LISBOA, ESTÁ A DEBATER-SE E A ESVAIR-SE NO SEU DIA A DIA DA CIVILIZAÇÃO MODERNA, COMO POR TODA A PARTE SUCEDE COM AS CULTURAS TRADICIONAIS, NESTE ALISAR DE ARESTAS DO MUNDO ACTUAL.




BOMBO












HORMÔNIA



OCARINA
PANDEIRETAS





BANDOLIN



ACORDEON













GASTRONOMIA E DOCES

ESPECIALIDADES SALOIAS



A COZINHA PORTUGUESA CARACTERIZA-SE POR SER FORTE, SUCULENTA ABUNDANTE E VARIADA.

A MULTIPLICIDADE DAS ESPECIALIDADES GASTRONÓMICAS QUE PORTUGAL SE ORGULHA DE POSSUIR, RESULTA DA INFLUÊNCIA RECEBIDA, DURANTE SÉCULOS, DE POVOS DE ÁFRICA, ÁSIA E AMÉRICAS.




DAS SOPAS APETITOSAS AOS DELICIOSOS MARISCOS, DAS INFINDÁVEIS MANEIRAS DE PREPARAR SABOROSOS PRATOS DE PEIXE AOS SUCULENTOS PRATOS DE CARNE, DO GOSTOSO PÃO SALOIO ÁS FRUTAS DA DOÇARIA AOS VINHOS GENEROSOS , CADA REGIÃO TEM SEMPRE QUALQUER ALICIANTE GASTRONÓMICO QUE A DISTINGUE DAS OUTRAS.

ENTRE OS DIVERSOS E DELICIOSOS PRATOS DE CARNE TÍPICOS DESTA REGIÃO, MERECEM PARTICULAR DESTAQUE, POR SEREM OS MAIS APRECIADOS O LEITÃO DE NEGRAIS, A CARNE DE PORCO FRITA Á MODA DAS MERCÊS E A VITELA DE SINTRA.


O ROBALO E O SARGO SÃO COMPONENTES DE INESQUECIVÉIS PRATOS DE PEIXE.
NÃO SE ESQUEÇA DE PROVAR OS PERCEBES, SABOROSO MARISCO DO CABO DA ROCA E AINDA, O PÃO FABRICO SALOIO.

NA DOÇARIA, MERECEM REFERÊNCIA OS FOFOS DE BELAS .AS CÉLEBRES QUIJADAS DE SINTRA, QUE JÁ NO SEC.XIII ERAM FABRICADAS MAIS PRECISAMENTE EM 1227 E , OS TRAVESSEIROS DE SINTRA (da fábrica da piriquita), AS NOZES DOURADAS DE GALAMARES, OS PUDINS DE QUIJADA E OS PASTÉIS DA PENA.
NÃO ESQUECENDO DOS VINHOS DA REGIÃO DE INEXCEDÍVEL QUALIDADE COMO OS DE COLARES E ALVARINHOS.














GENTES SALOIA

GENTES SALOIAS

HOJE EM DIA JÁ DESAPARECERAM OS RANCHOS DE SALOIOS E SALOIAS VINDOS DE TERRUGEM, MONTELAVAR, ALMARGEM, COLARES, SINTRA, CANEÇAS, FRIELAS E UNHOS. QUER DIZER QUE MORREU UM PEDAÇO DA TERRA PORTUGUESA,NONOSSO PAÍS, HÁ VÁRIOS GRUPOS ÉTICOS NOS ARREDORES DE LISBOA
TEMOS OS "CALOIOS", QUE SE ESTENDEM ATÉ CASCAIS, SINTRA, MAFRA, OEIRAS E ACABANDO EM TORRES VEDRAS, POIS PRÁTICAMENTE HOJE JÁ NÃO EXISTE, MAS SERÁ QUE O SALOIO EM SENTIDO NÃO TRANSPOSTO TEM OU TEVE A SUA LINGUAGEM PRÓPRIA? OU ESTA REPRESENTA APENAS UM DOS ASPECTOS DOS FALARES MERIDIONAIS O ESTREMENHO PORQUE OS SALOIOS NÃO CONHECEM NEM CONHECERAM OUTRO, LOGO QUE PERDERAM A EXCLUSIVIDADE DE "ÇAHROI".

DA CONVIVÊNCIA ENTRE MOUROS E CRISTÃOS / MOÇÁRABES RESULTOU A UTILIZAÇÃO DE UM VARIADO LÉXICO QUE, DE CERTA FORMA A RECONQUISTA IMPEDIU UM MAIOR DESENVOLVIMENTO .A LINGUAGEM ÁRABE SOFREU UM DECLÍNIO, IMPONDO-SE O GALAICO-PORTUGUÊS, O CASTELHANO E O CATALÃO.



NO ENTANTO, MUITA FOI A HERANÇA QUE NOS FICOU DOS MOUROS E DA SUA PASSAGEM PELA PENÍNSULA; MUITOS TRAÇOS E PALAVRAS FICARAM MANTENDO A SUA ORIGEM.

O LAZER DO SALOIO

O SALOIO SEMPRE APRECIOU BAILAR, COM INSTRUMENTOS OU SEM LES BATENDO SIMPLESMENTE AS PALMAS PARA MARCAR O COMPASSO, FAZIA-O NA CASA DA BRINCADEIRA, CASA COBERTA NA PROXIMIDADE DE CADA UMA DAS ALDEIAS VIZINHAS DE LISBOA, EMPRESTADA OU ALUGADA POR ALGUM RECADO, E AÍ, SE JUNTAVAM NAS NOITES DOS DOMINGOS PARA BRINCAR "BAILAR" A MOCIDADE ALDEÃ MAS NEM SÓ AOS DOMINGOS HAVIA BRINCADEIRA OU SERÃO COMO HERCULANO ESCREVEU.
DAVAM COMO DIVERTIMENTO VÁRIAS MODAS TAL COMO: BAITARITOS, DESGARRADAS OU SEJA CANTARES AO DESAFIO, VERDE-GAIO, CANINHA-VERDE, POLCAS,MARZUCAS, ASSIM COMO ALGUNS VIRAS E MAIS, TINHAM TAMBÉM O ENTERRO DO BACALHAU CERIMÓNIA COM SABOR PAGÃO, FAZIAM CEGADAS, PEÇAS TEATRAIS DA HISTÓRIA QUATIDIANA CAMPONESA E TAMBÉM "DEITAR PULHAS" FOI DIVERSÃO DE GRANDE IMPACTO NA REGIÃO SALOIA, ERAM GRUPOS DE PESSOAS QUE QUE SE JUNTAVAM A BATER COM INSTRUMENTOS BARULHENTOS DESDE BATER PALMAS, BATER COM PEDRAS UMAS NAS OUTRAS, ERA GUISOS NOS BRAÇOS E NOS TORNOZELOS OU OUTRO OBJECTO QUE FIZESSE BARULHO, E ASSIM CORRIAM A ALDEIA, MAIS TARDE EM 1957 UMA MULHER MURTEIRA PUNHA OS PONTOS NOS IS, E DISSE QUE AS PULHAS SÃO DEITADAS PARA DESTROÇAR OU GOZAR AS RAPARIGAS E COMEÇARAM A PROIBIR ESSE HÁBITO.


















A PIEDOSA OU A PIA...A LOUCA



D. MARIA I DE PORTUGAL

Maria Francisca Isabel Josefa Antónia Gertrudes Rita Joana de Bragança.
Nascida a 17 de dezembro de 1734. Filha de D.José I, e de D. Mariana Vitória de Bourbon.
Foi, Rainha de Portugal e dos Algarves, de Àquem e Além-Mar em África, Senhora da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia (1777a1815).
Rainha do Reino Unido de Portugal. Brasil e dos Algarves, de Áquém e de Além -Mar em África,Senhora da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia (1815-1816).
D. Maria I, ficou conhecida pelo povo português e assim apelidada por, "A PIEDOSA" ou" A PIA",pela sua dovoção e prática religiosa demonstrada por várias beneficiências á igreja , como a construção da Basílica da Estrela, e apelidada de "A LOUCA" pelo povo brasileiro,por ter desenvolvido uma doença mental após a morte de seu filho primogénito, que a levou á loucura.
D. Maria foi a primeira Rainha Reinante em portugal, Rainha Amante da Paz , dedicada a obras de carisma social. O seu reinado ficou vinculado pela forma como regeu as actividades legislativas e assim as promoveu; comercial e diplomática, destacam-se assim os tratados de comércio que assinou com Rússia, e o envio de missões cientificas a Angola, Cabo Verde, moçambique e Brasil, e na fundação da Casa Pia de Lisboa e a Academia Real de Marinha para a formação de oficiais da Armada.
Morreu no Rio de Janeiro no Brasil a 20 de março de 1816. os seus restos mortais estão na Basilica do Sagrado Coração de Jesus, em Lisboa, para onde foi transladada após ter sido depositada na igreja de São Francisco de Paula , no Brasil.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

PALÁCIO NACIONAL DE QUELUZ
















PALÁCIO NACIONAL DE QUELUZ


DATA DO SEC. XVIII, ANO DE 1755. FOI MANDADO CONSTRUIR POR D.PEDRO III, AOS ARQUITECTOS PORTUGUESES, MATEUS VICENTE DE OLIVEIRA E MANUEL CAETANO DE SOUSA E UM ARQUITECTO-ESCULTOR FRANCÊS, JOÃO BAPTISTA ROBILLON.

É UMA OBRA DE ESTILO ROCOCÓ , SITUADO NO MEIO DA LINDA CIDADE DE QUELUZ , CONCELHO DE SINTRA, A BELEZA DESTE MONUMENTO OBSERVA-SE DESDE AS SUAS FACHADAS COM TRAÇOS NEOCLÁSSICOS A FONTES DE ESTILO ROCOCÓ. APESAR DE MUITO MENOR DESPERTA A CURIOSIDADE DOS DEMAIS POR SER APELIDADO DE "O VERSALHES PORTUGUÊS".

PARA ALÉM DO SEU VALÔR ARQUITECTÓNICO E PATRIMONIAL, ALONGA-SE PARTICULARMENTE A SUA BELEZA AOS SEUS JARDINS E MATA QUE CERCAM ESTA PEQUENA MARAVILHA ARQUITETÓNICA. A BELEZA DETE PALÁCIO PERDE-SE ENTRE OS JARDINS E O PARQUE DESNIVELADAMENTE NUMA SEQUÊNCIA DE TERRAÇOS E GALERIAS PORTICADAS ENVOLTAS DE COLUNAS TOSCANAS EM PARES FINALIZANDO ESTA MIRAGEM COM UMA ESCADARIA MAGNIFICAMENTE MONUMENTAL QUE DÁ ACESSO A JARDINS LINDISSIMOS COMO O "JARDIM DE NEPTUNO" E O NÃO MENOS BELO , O "JARDIM DOS AZEREIROS" QUE SÃO ORNAMENTADOS COM LINDAS ESTÁTUAS E FONTES DE ESTILO ROCOCÓ. NO SEU INTERIOR PODE-SE APRECIAR A BELEZA DE SALAS COM DECORAÇÕES REALÇADAS POR PINTURAS A FRESCO COMO A "SALA DAS AÇAFATAS", OUTRAS REVESTIDAS A ESPELHOS,ESTUQUE E TALHA DOURADA, COMO A "SALA DO TRONO" E O "TOUCADOR DA RAINHA", SALAS EM PARQUET E MADEIRAS EXÓTICAS COMO A SALA "D. QUIXOTE" E AINDA LINDOS PAINÉIS DE AZULEJO POLICRÓMO, COMO O "CORREDOR DAS MANGAS".

ESTE MONUMENTO HOJE É PATRIMÓNIO ESTADUAL E ESTÁ ABERTO AO PÚBLICO DE 4ª A 2ª FEIRA DAS 1OH ÁS 17H E É UMA DAS GRANDES ATRACÇÕES TURÍSTICAS A NÍVEL MUNDIAL.

"O REI-ARTISTA"

"O REI-ARTISTA" D. FERNANDO II

Fernando Augusto Francisco António de Saxe-Coburgo-gota-koháry
nascido a 29 de outubro de 1816. Filho de Fernando de Saxe-Coburgo e Gota, e de Maria Antónia de Koháry. Cresceu entre terras da actual eslováquia e nas cortes austríacas e germanas. Foi principe e, posteriormente, rei consorte de portugal quando casou com D.MariaII em 1836.
Primogénito da família real Bragança-Saxe-Coburgo e Gota, descendente da Dinastia de Bragança.
Ficou conhecido na história de Portugal como "O REI -ARTISTA".
D. fernando II foi regente do reino de Portugal por quatro vezes. Tornou-se rei de Portugal e dos Algarves daquém e dalém-mar em África, após o nascimento do primeiro filho, D.Pedro V, embora a detentora do poder fosse D.Maria II.
Após a morte de D. Maria II, casou morganicamente, com D. Elise Hensler, Condessa d'Edla ,em 1869, a quem deixaria de herança o Palácio da Pena, mandado construir por si .
Morreu a 15 de dezembro de 1885, o seu corpo jaz ao lado de D. MariaII, sua primeira esposa, no Panteão dos Braganças, em São Vicente de Fora, Lisboa.

O PALÁCIO DA PENA

"É INDESPENSÁVEL PARA O JUSTO EQUILIBRIO DE UMA NATUREZA, QUE, POR ALGUNS MOMENTOS EM CADA DIA, A GENTE SE REFUGIE DAS REALIDADES DA VIDA EM UMA QUALQUER FORMA DE ARTE. OS HOMENS REFRACTÁRIOS A ESTE SENTIMENTO MATERIALIZAM INTEIRAMENTE O DESTINO E ESTERILIZAM EM SI QUANTO HÁ DE MAIS DESINTERESSADO E DE MAIS NOBRE NA EFUSÃO HUMANA"
(declaração atribuída a D.FernandoII, rei consorte, marido de D.MariaIIde Portugal)
A ENORME CULTURA EUROPEIA DE D. FERNANDOII E A VASTA INFORMAÇÃO QUE POSSUÍA SOBRE A REALIDADE PORTUGUESA DESDE A HISTÓRIA, ÁS ARTES E Á PSICOLOGIA LUSITANA, ALIADOS A UMA IMENSA E FINA SENSIBILIDADE, INCITARAM-NO A UTILIZAR O PODER DE QUE DISPUNHA PARA PROTEGER UM PATRIMÓNIO QUE ENCONTROU POR TODO O PAÍS, EM MUITOS CASOS, COMPLETAMENTE DESPREZADO E ABANDONADO.
SUBSIDIOU ARTISTAS PARA QUE FOSSEM ESTUDAR PARA O ESTRANGEIRO, COMO COLUMBANO, MANUEL BORDALO PINHEIRO, JOSÉ VIANA DA MOTA, ENTRE OUTROS; VELOU PELA CONSERVAÇÃO DOS CONVENTOS DOS GERÓNIMOS, BATALHA, MAFRA, TOMAR; E, DURANTE AS SUAS VIAGENS PELO PAÍS, COLIGIU DOCUMENTOS SOBRE A ANTIGA PINTURA PORTUGUESA, O MOBILIÁRIO, A INDÚSTRIA DA ARMARIA, DA LOUÇA, DA JOALHARIA, DA TAPEÇARIA E DA GRAVURA.
FOI, ELE PRÓPRIO, DESENHADOR, GRAVADOR,MÚSICO E CANTOR.
COMPROU A PENA ONDE, EM 1840, O ARQUITECTO E BARÃO DE ESCHWEGE CONSTRUÍU O PALÁCIO DA PENA.
POSSUÍNDO O DISTANCIAMENTO SUFICIENTE (O QUAL, MUITAS VEZES, SÓ UM ESTRANGEIRO CONSEGUE TER) PARA OBSERVAR CERTAS CARACTERÍSTICAS CULTURAIS MUITO NOSSAS, D.FERNANDO II, FOI, PORVENTURA UM DOS QUE PRIMEIRO SE APERCEBEU, COM MAIOR ACUTILÂNCIA, DA EXTRAORDINÁRIA ESPECIFICADADE DO MONTE DA LUA.
O PALÁCIO DA PENA, PARA ALÉM DE TODAS AS INTERPRETAÇÕES QUE SE POSSAM FAZER SOBRE A SUA PECULIARARQITECTURA DE CARACTERÍSTICAS HERMÉTICAS, ´R, ANTES DE MAIS, A SÍNTESE DO "ESPÍRITO DE SINTRA".
AO CONSTRUIR O PALÁCIO ENCANTADO DA FANTASIA, D. FERNANDO II, MANDOU TALHAR EM PEDRA TODOS OS MITOS, LENDAS E FACTOS LIGADOS Á NOSSA HISTÓRIA, ONDE É EVIDENTE A FUSÃO DAS VÁRIAS HERANÇAS CULTURAIS DE SINTRA, QUE VÃO DESDE O ALANDALUS AO PERÍODO ROMÂNTICO, PASSANDO PELO GLORIOSO PERÍODO MANUELINO, EM QUE SINTRA FOI UMA VERDADEIRA JANELA ATLÂTICA COM VISTA PARA O UNIVERSO.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

TASCA DO MAÇARICO == 2º PARTE

ASSOCIAÇÃO CULTURAL DE TERCENA

Á 20 ANOS QUE DIVULGA O FOLCLORE E A ETNOGRAFIA , MAS TAMBÉM TODOS OS ANOS REPRESENTA UMA PEÇA DE TEATRO ISSO É MUITO VALOROSO PELO MOTIVO QUE NOS MANTÉM UNIDOS EM REDOR DESTA COLECTIVIDADE.

MAS NO PRESENTE , ESTAMOS A SOFRER UMA GRANDE TRANSFORMAÇÃO, MAIS OU MENOS RÁPIDA , CONFORME AS ÁREAS, E SERIA IMPORTANTE CONHECER AS SOLUÇÕES DE COMPENSAÇÃO PARA RESTAURAR UM EQUILIBRIO SOCIAL ABALADO PELO TRAUMATISMO QUE SOFREU O SISTEMA DE VALORES TRADICIONAIS DE VASTAS ÁREAS RURAIS . POR ESSE MOTIVO SÓ OS GRUPOS DE FOLCLORE E PELO TEATRO PODEMOS GARANTIR A NOSSA CULTURA .

EU CREIO QUE O ESTUDO DESTAS PEQUENAS SOCIEDADES, COM UMA VELHA TRADIÇÃO SOCIAL, MERECE PRIORIDADE, PORQUE SE ESTÃO A TRANSFORMAR RAPIDAMENTE E EM BREVE POUCO RESTARÁ DESSE PASSADO. POIS A NOSSA IDENTIDADE ESTÁ A SER ADULTERADA COM OUTRAS CULTURAS E A CULPA É EXCLUSIVAMENTE NOSSA.

A TASCA DO MAÇARICO == 1º PARTE

1º PARTE DO TEATRO : NAS TABERNAS FALAVA-SE, CANTAVA-SE, FALAVA-SE DE TRABALHO E DISCUTIA-SE POLITICA.

O RANCHO FOLCLÓRICO AS MACANITAS DE TERCENA -- REPRESENTARAM EM PEÇA DE TEATRO COMO ERAM AS TABERNAS NOS ANOS 40 .

O DINAMISMO SOCIAL DAS ALDEIAS QUE DE REPENTE ENFRENTARAM NOVAS NECESSIDADES SÃO POSTAS Á PROVA PELA RÁPIDA MUDANÇA DE CULTURA A QUE FORAM OBRIGADAS.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

EU SOU DO POVO

Meus amigos desde 1978 que estudo , recolho e pesquiso sobre o folclore e a etnografia , desse estudo escrevi muitos artigos e entre os quais nasceram 10 livros de nome -- Sintra e suas quatro aldeias - Cintra seu povo - Trajo saloio – Os Saloios – A minha terra – Portugal e sua cultura – Modas antigas – Ranchos e Grupos de folclore – Instrumentos musicais e Profissões antigas . Tenho feito muitas exposições sobre tudo que diga respeito ao povo saloio fiz um Museu de trajos e outros utensilios em Magoito , tudo que tenho aprendido sobre a cultura de um povo divulgo . o folclore saloio perdia muito . por esse motivo este blog serve para que as pessoas copiem e divulgem o que entenderem porque só assim no futuro se saberá o que aconteceu no passado na região saloia . o folclore não é dos doutores , é do povo e o povo sempre passou a palavra por isso eu aprendi com eles ( os mais velhos ) por isso copia , divulga , copia , divulga , até que vejam que a cultura é para divulgar e não para ganhar dinheiro á conta dela.
eu faço uma pergunta . o que é que vocês já fizeram a favor da cultura ?
outra pergunta . e fizeram-no de graça ?
aqui está a diferença entre nós eu sempre divulgei de graça e fiz recolhas de graça pesquisei de graça e sempre estive ao serviço do folclore de graça e vocês fazem isso ?
pois quem o faz para eles o meu bem haja ,para os outros só lhes digo que são o podre da cultura , também sei que muitos ensaiadores e inventores de Folclore tem medo que sejam desmascarados , porque essa gente já sabe tudo , eu na verdade tanto que pesquiso e escrevo ainda não sei nada e todos os dias aprendo sobre o folclore e todos os dias vejo os Ranchos e Grupos de folclore fazem mudanças , uns fazem bem outros muito mal e não querem aprender .
Em 1980 comecei a fazer divulgação de Etnografia em palco ( descamizadas , adiafas , desafios na taverna , fazer pregões e apresentar Trajos ) diziam que era maluco , mas hoje em 2017 já vejo muitos Ranchos e Grupos e fazerem essas divulgações quer dizer que o tempo deu-me razão que o Folclore e a Etnografia andam de mãos dadas .
Um bem haja a todos os Rancho e Grupos de folclore que já fazem essa divulgação

José Vidal Costa & Rosa Vidal Costa





sábado, 4 de dezembro de 2010

O TRIGO

LINDAS ESPIGAS DE TRIGO
SEMEANDO O TRIGO

DEBULHA A SANGUE

RANCHO DE MULHERES A CEIFAR

MÁQUINA A CEIFAR O TRIGO

AGRICULTOR INDIANO NUMA PLANTAÇÃO DE TRIGO

O trigo é um cereal básico para a civilização : Seu cultivo segue paralelo à história da antiguidade e da modernidade . E é utilizado principalmente como base de farinhas para fabricar um alimento essencial, o PÃO. na internet, a busca do trigo rapidamente leva a sites que nos falam de sua importância. Para começar, é a matéria-prima do pão em grande parte do mundo. e seus historiadores afirmam que é cultivado pelos seres humanos há dez mil anos.
Este cereal, acrescenta o site sobre a HISTÓRIA DO TRIGO , é uma fonte fundamental de nutrientes e energia para a nossa civilização. um site sobre O CULTIVO DO TRIGO, que nos recorda tratar-se de uma planta da família das gramíneas, da qual existe uma grande variedade.
Entretanto, as mais utilizadas são a triticum durume o triticum aestivum é o cereal utilizado para fabricar pão mais cultivado no mundo , acrescenta este site.
Já no site: O TRIGO, são definitivos : O trigo é a planta mais amplamente cultivada no mundo. O trigo que cresce na terra pode, inclusive, superar a quantidade de todas as demais espécies produtoras de sementes, silvestres ou não. Cada mês é feita uma colheita de trigo maduro em algum lugar do mundo. É a colheita mais importante dos Estados Unidos e do Canadá e cresce em extensas áreas em quase todos os países da América Latina , Europa e Ásia.
No leste do Iraque, acrescentam, foram encontrados grâos carbonizados de trigo com mais de seis mil anos. O trigo, da mesma forma que outros cereais, como o arroz na Ásia ou o milho em certas regiões da América Latina, foi um detonante essencial das civilizações. A grande virtude desse grão é que pode ser moído, uma tarefa que se realizou desde a antiguidade, com moendas de pedra, e que teve seu momento mais romântico nos MOINHOS DE VENTO .
Atualmente, o trigo é um alimento fundamental para a humanidade, que o consome em grande parte da superfície do planeta. Talvez por essa razão sua TAXINOMIA seja objeto de estudo e os pesquisadores analisem as melhores maneiras de cultivá-lo. A organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (F A O ) destaca sua importância como nutriente da humanidade. E mais ainda, este cereal move um ativo MERCADO. Tudo parece indicar que a produção de trigo no mundo é suficiente, mas nem sempre está bem repartida.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

A ETNOGRAFIA E AS FORMAS DE RECONSTITUIÇÃO DAS TRADIÇÕES

No folclore Português o rancho folclorico as Macanitas de Torcena em Oeiras é o único que ostenta o trajo de polvorista onde o vimos com o seu canéco que carregava a polvora dentro da fábrica da polvora de Barcarena ao lado encontra-se o ferra bestas era o homem que ferrava os animais .
Os saloios no mercado onde trocavam conversas e bebiam um copo para acalmar a alma

O saloio enquanto o seu gado pastava ele entretia-se com a sua flauta de cana a maioria feita pelo próprio.

Desde os começos do século x1x, a formação de ranchos folclóricos foi nas sociedades europeias e norte americanas a forma preferida de representar as tradições de uma vivência social que desaparecia com o avanço da sociedade industrial moderna e o aumento da mobilidade das populações.

Divagações sobre a sua evolução, ( folclore ). Pretendendo-se preservar as tradições populares nas suas mais diversas manifestações culturais e artísticas, mormente a música, a dança, o trajo, as lendas e provérbios, normal seria que para designar o seu estudo, inventariação e divulgação se recorresse a termos originais da própria lingua nacional e não, como é o caso, a uma importação ou empréstimo linguístico.
Em geral, todos os grupos folclóricos afirmam representar os usos e costumes das gentes da sua terra ou região, a um tempo que remonta aos finais do século x1x. Porém , na realidade, poucos o fazem, sucedendo que a sua maioria inclui elementos temporalmente mais próximo de nós, nomeadamente no traje e modas.

As formas de trajar sempre tiveram uma importância vital na identificação social, cultural e profissional dos povos . Antes de se chegar á " standartização " dos nossos dias, em que quase toda a gente veste o mesmo tipo de roupa, existia a possibilidade de se conhecerem inúmeras características de uma pessoa pelo trajo que envergava. Hoje em dia, embora essa possibilidade ainda se verifique em algumas situações, é muito mais dificil de se conseguir.
Nas classes mais endiheiradas havia grandes preocupações quanto á riqueza das roupas.
As várias modas que foram surgindo ao longo dos tempos, com maior ou menor ostentação e riqueza. Mais ou menos vistosas, espelhavam, sobretudo nas classes altas, a própria evolução social e cultural. E sublinhavam também a maior ( ou menor ) abastança dos próprios paìses. Por outro lado, há que levar em linha de conta a protecção do corpo contra as alterações climatéricas e ambientais. Terá sido mesmo essa a primeira preocupação do homem quando começou a cobrir o corpo.
As várias alterações estéticas que os homens impuseram nas suas formas de trajar, essas sim, variavam já consoante a sua própria cultura, o que influenciava os gostos e os costumes.
Ressalta pois que da preocupação puramente protectora, o vestuário foi assumindo carácter de diferenciação social e económica e, obrigatóriamente, cultural.
Em Portugal não se pode afirmar que tenha havido grandes diferenças em relação aos restantes paíes da europa.
Contudo há ( e houve ) aspectos identificadores de cada país e dentro deste de cada região. Outra vez a cultura e o clima de maõs dadas na definição de modas, costumes e hábitos de trajar.
Na zona da capital Portuguesa, os " campónios " têm uma denominação própria, são os saloios e podemos afirmar que foi possivel, durante muitos anos, destinguir um saloio ( rural ) de um citadino , através da roupa que envergava, não é, decerto, o único traço distintivo destas gentes, mas é, obviamente, aquela que primeiro se nota, sem se poder, destinguir um trajo própriamente saloio, é , no entanto, possivel afirmar um conjunto de características que definem a roupa que o saloio mais comumente enverga, que a chamada domingueira ou a outra que usa diariamente na sua labuta camponesa.
Muito mais há para falar sobre a maneira de trajar de um saloio , mas fica para outra altura.

sábado, 14 de agosto de 2010

"JOGO" DO PAU


Poderei falar um pouco do jogo do pau :
Não se trata de um jogo nem de uma arte marcial, mas sim de uma " briga ".
Trata-se apenas de uma demonstração que normalmente em todos os bailes na região saloia acontecia, por causa das raparigas e dos namoricos, e depois de um copo a mais lá acontecia porrada e paulada até alguém mais afoito para apartar a dita zaragata, seguindo novamente o bailarico até ás tantas. no dia seguinte tudo o que se passou no bailarico era tema de conversa nas tabernas e nos rios onde as mulheres lavavam a roupa.
Os ranchos de folclore fazem demonstrações de modas antigas , tanto bailadas e cantadas e outras também sao inventadas por eles ( o que é pena isso acontecer ) pois deveriam ter mais cuidado nas suas pesquizas.
Mas os ranchos deveriam fazer outras demonstrações etnográficas em palco , assim como : Maneiras de comportamento dos saloios para com as raparigas , zaragatas , desfolhadas na eira, canto ao gado, cantos na sementeira, vindimas entre outras demonstrações que o poderiam fazer , mas os ranchos vão pelo mais fácil é dançar no palco e mal , o que nada abona o nome do nosso folclore.

OUTROS TEMPOS OUTRAS VIDAS


Não vai muito longe em que Lisboa acordava, logo após as primeiras luzes da aurora, ao som do vozerio os saloios apregoando por toda a idade os bens essenciais trazidos do termo com que nutriam as gentes da cidade.

A pé ou em seus burricos, os saloios formavam um tipo sui-generis de graça e cor que há muito o alfacinha se habituara a não dispensar. Lisboa não era só a tagana varina canastreira, mas igualmente a alcandorada saloia garrida. Uma e outra davam vida e movimento ao bem títipo espírito popular.

Neste estudo, apenas indicarei os pregões saloios que Lisboa foi ouvindo ao longo dos tempos, em especial nos últimos 100 anos que vão dos meados do século xix até cerca de 1960. Contudo, não se deve esquecer, como informa Júlio de Castilho, que os pregões de Lisboa são muito antigos e que já no século xvi eram apregoados os produtos vindos nas naus da Índia.

Em 1980 ainda se ouvia, por uma ou outra ruela dos bairros alfacinhas, a voz de uma ou outra velha varina, tentando perpetuar os seus encantadores mas já moribundos pregões ... Mesmo hoje, em 2010, ainda ouço quase fantasmagoricamente, tal a raridade, os pregões de um amolador de facas e tesouras ou de um vendedor ambulante de mantilhas e capachos. São raridades etnográficas em rápida extinção ...

Mas vamos aos pregões que recolhi .


ÁGUA: Áá-Áá ! -Áúúú ! -- Á-ú ! - Áááuga !

ALECRIM : Mér-c Àlecriiim ! --- Mérc-c ò mólho d, alecriiim !

ALHOS : Mér-c á réstia d, ààlhos nóóvos !

AMÊIJOAS : Quem quér a -mêêi-joas, pr, à àrrõz ? ! Amêêijoas pr, àrrôôz !

AMORAS : Riic àmóra da hóórta -- Amóóra - friia !

PITRÓLINO : Azeite, petróleo e vinagre : Azêêêti dôôci ! Aa-zêite dôôce ! Óh -pritróliine

Azêite dôô-ci bom vináágre ! Óh petroliiii-ne ...

AZEITONAS : A trinta réis ô salamiin ! Quem quer azêitõonas nóóóvas ? déz tostões

salamiim ! Quem quer azêitõonas nóóóvas ?!

BROAS : Nem p,lô Natal ... há brõa igual ! Ó meniinas, vinde comprár as brõas do Manél

que curam a tosse -- e sábem a mél !

VASSOURAS, ABANOS,CHAPÉUS DE PALHA :

O abano fáz ô bento - bis, par, ácender ô fôgão ..., báárre, báárre, bassourinha

bis , bassourinha bárr, ô chão ..., Ólh, ò lindo cestinho !!!

FAVAS : Fáva tôrradinha ! fááá-va rii-ca !

FIGOS : Quem quér fiigos, quem quér álmôcáár ? Quem quér fiigos de capa rôôta ?!

Óh figuinhu de capa rôôta !... Quem quér fiigos -, quem quér álmôçáár...!

GALINHAS : Éh ! Galiiinhas! Mérca frâangos! Galiiiiiii-nhas ! Quem nas quér i com ôvo ?!

HORTALIÇAS: Ólh,à cou-ve lombar-da! ; Mérc,à mão de náá-bos! Méérc,ò mólho de náábos

Ólh,ó timááti , quem quér timáááti ? O móó-di cinou-las... Côrteirão de

pimentos ... Ólh, àlfácia, quem quér àlfáácia ? Cá estão nábos, cenouras,

tomátes ou pepinosi tud,ô mais que a hórta dá !

LARANJAS : Mééc, à la-rããnja da chii-na ! Quem quér larããnjas nóóvas ?! é do rããmo!...

Quem quér laranja bõõa ? !

LEITE : Éóóó, chêga lá vaquiii-nha, chêêga ! então estás a fazer-te esquerda ? !

( estas palavras, este pregão de 1900 eram dirigidas á vaca que o saloio trazia

até á porta da freguesa leite mais fresco não havia ... este uso de vender leite

levando as vacas ou as cabras ás portas dos compradores, terminou em 1920,

com proibição imposta por lei, apesar de não serem raras as transgressões. )

MARMELOS : Óólha ô marméé-lo - assadiinho nô fôrno ! Quem quér - ôs ricos marmelos -

assadiinhos no fôrno ? !!!

MELANCIA : Mérc-c ò par de melancii-as ! Mérc-c ò par de melõões ! É da váárzia ...

Melanci, á fááca !

MEXILHÃO : I-érre,I-érre, me-xi-lhão ! prá patroa i pró patrão!


MORANGOS : Mérc-c ò cabáz de môran-gos ! Ólhós môrããngos ! são de Siintra !


OVOS : Mérc' à dúzia de óóvos !


PÃO : Pãizinhos quentinhos -- com linguiiça !


PÊRAS : A vintém o quarteirão ! -- Quem acáb' às pê-ras ? !


PERÚS : Méér-c ' ó casál de perús !... Perú salôôi-ô ! É sa-lôôiô !!!


QUEIJO SALOIO : Méérca ô quêi-jo sa-lôôio ! Quem n'ô quér salôôio ? Ái ! Ô quêi-jô

salôôio ...! Óh quêêijô frêês-co !


REBUÇADOS : A tôstãão , cada matacãão !


TREMOÇOS : Óh tremôô-ço saalôôio ! tremôôç ' salôôi-ô ! -- tremôô-çôs salôôi-ôs !


UVAS : A quin-ze réis - Quem acá-b'àzúú-vas ?! Quem quér úvas de vi-nha !

Quem quér bôô-as úúvas !


Os saloios, depois de venderem as hortaliças e terem almoçado, encetavam o regresso ao termo percorrendo as ruas da cidade apregoando : léév' às fôôlhas - léév' às cááscas ... E as donas de casas davam as sobras imprestáveis do que haviam comprado, pois " não ficavam com lixo em casa ", o qual se destinava aos animais da horta.





quarta-feira, 4 de agosto de 2010

GRAVURAS DE LISBOA

ESPERTEZA SALOIA

SALOIOS NA FEIRA DAS MERCÊS

ESPERTEZA SALOIA



Origem: “Esperteza” é um substantivo formado a partir do adjectivo expertus, que, em latim clássico, significa experimentado, que deu provas e, em latim medieval, era a forma contracta de expergitus “acordado”, particípio perfeito de expergere. Uma pessoa esperta é, por isso, aquela que, por não estar nem com sono, nem a dormir, se apercebe de tudo o que se passa à sua volta. A palavra acabou por adquirir, em português, o sentido figurado de inteligente, perspicaz, arguto e também o sentido pejorativo de ladino, finório.



Já para “saloio” são apontadas, duas hipóteses justificativas da sua origem: uns defendem que vem do nome do primeiro patriarca hebreu, Salé; outros dizem que a palavra surgiu após a conquista de Lisboa aos mouros, em 1147. Como estes fazem orações que denominam de çala ou salab, passaram a ser chamados saloios. Com o tempo, saloio tornou-se designação dos habitantes dos arredores de Lisboa, que, há muito tempo atrás, eram, exclusivamente, aldeões. O termo acabou por se tornar sinónimo de indivíduo rústico, isto é, que desconhece normas de comportamento e de etiqueta, que não tem bom gosto ou que age de forma manhosa e velhaca.



É este último sentido que está subjacente à expressão em análise. Os aldeões, sabendo que não tinham grande instrução, temiam ser enganados pelos da cidade, sobretudo pelos “alfacinhas”. Por isso, os saloios recorriam sempre a diversas artimanhas para ludibriar os seus parceiros de negócios (ou, pelo menos, para não se deixarem levar). Mas, estas manobras eram tão simples, tão ingénuas, por norma, logo acabavam desmascarados.



TANTOS SIGNIFICADOS DE ( SALOIO )