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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

LAGAR DE AZEITE


Lagar de Azeite

 HISTORIAL
O primeiro registo do Lagar de Azeite tem a data de 1810, mantendo-se em funcionamento até 1941. É um testemunho fiel do fabrico de azeite sem recurso a máquinas, anterior a industrialização. A sua autenticidade e o seu estado de conservação fazem com que o Lagar de Varas do Fojo seja um exemplar raro na Península Ibérica.

A Oliveira é a árvore que produz o fruto de onde se extrai esse precioso líquido.
A azeitona segue as fases de um fruto normal, quer dizer:
A árvore floresce, nos meses de Maio e Junho.
Dessa flor nascem as azeitonas, minúsculas bagas verdes, que vão crescendo com o tempo, durante cinco/seis meses.
Nesse período a azeitona amadurece e toma a cor preta.
A colheita da azeitona, em Portugal, processa-se nos meses de Novembro e Dezembro.
É nesses meses que os Lagares de Azeite passam a funcionar.
A tecnologia está extinta, não só no saber fazer, como no saber dos conceitos técnicos para a sua execução, e muito menos na adequação das matérias-primas actualmente existentes no mercado.
O azeite é um produto alimentar, usado como tempero, produzido a partir da azeitona, fruto advindo das Em Portugal
O azeite foi um dos primeiros produtos exportados por Portugal.
Em Portugal, a referência à oliveira é muito antiga. O Código Visigótico, nas leis de protecção à agricultura, prescrevia a multa de cinco soldos para quem arrancasse oliveira alheia, pagando por outra árvore apenas três soldos.


Alguns autores afirmam que o maior desenvolvimento desta cultura se verifica nas províncias onde a reconquista chegou mais tardiamente. Os forais dos mouros forros de Lisboa, Almada, Palmela e Alcácer do Sal, dados por D. Afonso Henriques em 1170, e mais tarde o dos mouros do Algarve (1269), e no de Évora (1273), se referem expressamente a essa cultura de oliveira.


No que diz respeito à Beira Baixa só há uma menção à «plantação recente de oliveira num chão tapado, dentro da vila de Covilhã em 1359». Das tabelas medievais de portagem (direitos), podemos concluir quais os principais géneros do comércio local: sal, azeite, pão, vinho, animais vivos e peixe salgado ou fresco. Do séc. XIV há noticia de dois concelhos em que se cultivava a oliveira: Évora e Coimbra. Neste último o rei concede os mesmos privilégios que a Lisboa, isto é, «podiam carregar o azeite no rio e foz do Mondego. assim para fora do Reino como para o interior».

Na época dos Descobrimentos nos séc. XV e XVI, o azeite e o vinho continuam a fazer parte da lista dos produtos exportados. Como no séc. XIV, Coimbra, Évora e seus termos eram as regiões de maior produção no séc. XV. Em 1555 o consumo do azeite sofreu grande aumento, pois começou a ser utilizado com frequência na iluminação. Neste século vendia-se o produto dentro do reino e exportava-se com destino aos mercados do Norte da Europa e para o ultramar, em especial para a Índia. No tempo do domínio filipino o «mercado negro», o açambarcamento e especulação oneraram o produto; compreende-se assim a baixa na exportação, apesar de Manuel de Sousa Faria ter elogiado a sua qualidade e abundância, afirmando que a exportação continuava para a Flandres, Alemanha, Castela-a-Velha, Província de Leão, Galiza, Índia e Brasil.


No séc. XVIII Coimbra deixou de ser o principal centro produtor e o azeite de melhor qualidade foi o de Santarém. O monopólio de lagares, na posse dos donatários e dos mestrados das Ordens, foi causa de queixas várias na baixa de produção. Contudo, ainda no séc. XIX e, não obstante os processos de fabrico continuarem rudimentares, o azeite português foi premiado na Exposição de Paris de 1889.


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