CINTRASEUPOVO

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

A GUERRA CIVIL PORTUGUESA


A gerra civil Portuguesa (1828-1834)


A Guerra Civil Portuguesa (1828-1834) ocorre no quadro da crise sucessão ao trono Português (1826-1839) que opôs o partido cartista, constitucionalista, ou liberal, liderado pelo ex-imperador D. Pedro I do Brasil, e ex-rei D Pedro IV de Portugal, auto-proclamado regente do Reino em nome de sua filha a princesa do Grão-Pará, D. Maria da Glória de Bragança, depois D Maria II, rainha de Portugal e o partido tradicionalista, legitimista, ou absolutista, encabeçado por D. Miguel, rei de Portugal Em causa estava a determinação do princípe com legitimidade para assumir o trono de Portugal, mas havia também um fundo conflito ideológico entre, de um lado, os que defendiam que a legitimidade dinástica emanava de decisões pessoais do rei, com poder inclusive para outorgar ao povo uma Carta Constitucional (pedristas), e do outro, a ideia de que os reis são investidos segundo as Leis fundamentais do reino e através da representação nacional reunida em Cortes (miguelistas).



As invasões francesas no buçaco


1. A preparação:


Rememorar a batalha do Buçaco, é sempre um acto patriótico, porque é lembrar páginas brilhantes da história do exército português, que tão valorosamente combateu. ao lado dos não menos heróicos soldados ingleses, vertendo o seu sangue para libertar o solo da Península do jugo napoleónico.


Por isso, vamos, mais uma vez; reeditar a descrição dessa batalha tão notável nos faustos heróicos da Guerra Peninsular, pois a 2.ª edição, de 1910, está há muito esgotada.


Caíra Ciudad Rodrigo, após 24 dias de sítio; capitulara Almeida depois de 14 dias de uma honrosa resistência, e esta capitulação teve lugar porque à explosão dum paiol de pólvora destruíra as suas muralhas; e, a estes dois desastres, o exército anglo-luso assistira sem tentar prestar o auxílio, que as guarnições daquelas praças tanto pediram!


Este procedimento do comandante em chefe do exército anglo-luso. lançara a maior consternação na Espanha e em Portugal; e, na própria Inglaterra o partido contrário ao governo ia ganhando terreno na opinião pública, que protestava contra a tibieza e inércia com que Wellington dirigia as operações.


No próprio exército inglês lavrava um rumor surdo contra o chefe, e que podia de um para o outro momento traduzir-se em qualquer acto grave de indisciplina.


Tornava-se indispensável fazer rosto ao inimigo. A batalha do Buçaco impunha-se sob o tríplice ponto de vista material, moral e político.


A posição era formidável e o general inimigo, vindo sempre a seguir o exército anglo-luso, do Côa ao Criz, não hesitaria em atacar de frente aquela posição.


O ardente e impetuoso génio de Massena não se harmonizava com uma manobra.


Senhor de Ciudad Rodrigo e de Almeida, que Massena ia converter numa base de aprovisionamento, indispensável para as ulteriores operações, o general francês invadiu Portugal em três colunas.


O general Reynier, comandante do 2.° corpo de exército, cujo efectivo era de 15.359 homens e 2.709 cavalos, entrou pela Beira, dirigindo-se por Alfaiates ao Sabugal, que ocupou no dia 13 de Setembro, entrando na Guarda no dia 15, onde estabeleceu o seu quartel general.


O 6.° corpo, sob o comando de Ney, e cujo efectivo era de 23.172 homens e 2.947 cavalos, transpôs o Côa no dia 15, ficando o corpo principal em Freixedas, a vanguarda em Alverca e a cavalaria em Maçal do Chão.


O 8.° corpo, sob o comando de Junot, com um efectivo de 16.772 homens e 3.652 cavalos, passou o Côa no dia 16 em Porto de Vide, estacionando o corpo principal em Pinhel e a vanguarda em Valbom.


Este corpo de. exército marchou pela estrada de Pinhel – Trancoso – Tojal e Viseu.





Os franceses nas suas invasões



A instalação do governo-geral e a fundação de Salvador atrapalharam o contrabando de pau-brasil feito pelos franceses. Estes resolveram fundar duas colônias, no Brasil: a primeira, no Rio de Janeiro, que se chamaria França Antártica; a segunda, no Maranhão, que se chamaria França Equinocial. Franceses no Rio de Janeiro Em 1555, no governo de Duarte da Costa, uma esquadra francesa comandada por Nicolau Durand de Villegaignon desembarcou no Rio de Janeiro, na ilha de Sergipe, hoje Villegaignon, na entrada da Baía de Guanabara. Os franceses aliaram-se aos índios tamoios e fundaram o forte de Coligny. Duarte da Costa não consegui expulsar os franceses. Estes só foram expulsos no governo de Mem de Sá, com reforços de Portugal comandados por Estácio de Sá e com a ajuda de índios amigos, chefiados pelo cacique Araribóia. Franceses no Maranhão Expulsos do Rio de Janeiro, os franceses voltaram a se estabelecer no litoral Norte. Em 1612, o chefe dos franceses, Daniel de la Touche, Senhor de la Ravadière, desembarcou na Baía do Maranhão. Ali erguem o forte de São Luís, onde deveriam fundar uma nova colônia, a França Equinocial. Os franceses fundaram o forte de São Luís (atual capital do Maranhão), que recebeu esse nome em homenagem ao rei da França. Os franceses foram expulsos do Maranhão por reforços de Portugal chefiados por Alexandre de Moura. Também ajudou nessa expulsão o mestiço Jerônimo de Albuquerque, que cercou os franceses por terra. Estácio de Sá, que trouxe reforços de Portugal para expulsar os franceses, iniciou a construção de um forte junto ao Pão de Açúcar. Daí surgiu a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Estácio de Sá, durante os ataques aos franceses, morreu atingido por uma seta envenenada. Os franceses aliaram-se aos índios tamoios, que lhes forneciam água, lenha, frutos, carne de caça e pesca, além de ajudarem na construção de casas e do forte.





Corria o mês de Dezembro do ano de 1807 quando, por determinação de Napoleão Bonaparte, Portugal foi invadido por tropas francesas que passaram a dominar militar e politicamente as principais cidades, incluindo a capital, Lisboa. Tratava-se de uma tentativa pela força de impedir a preponderância dos ingleses em território nacional.

Apesar da partida do monarca português para o Brasil, a insurreição lusa, todavia, demoraria apenas alguns meses até se iniciar: em Junho de 1808, a revolta iniciada no Porto alastrava-se a diversos pontos nevrálgicos do País, correndo rumores que a Inglaterra preparava um desembarque de tropas para auxiliar os revoltosos contra os franceses.

O tenente-general Arthur Wellesley e as tropas sob o seu comando sairiam de Inglaterra a 12 de Julho de 1808 com o objectivo de desembarcar na costa portuguesa, ao mesmo tempo que seguia um outro corpo de tropas britânicas para auxiliar a insurreição da Andaluzia.

Coimbra já tinha formado o seu governo civil e militar tomando, por sua vez, a importante decisão de criar condições de comunicação com os ingleses e auxiliar no seu futuro desembarque. Com estes objectivos foi incumbido o estudante da Universidade e sargento de Artilharia, Bernardo António Zagalo, tomando como ponto de partida a tomada do Forte de Santa Catarina da Figueira da Foz e o consequente aprisionamento dos soldados franceses ali estacionados.

Zagalo partiu de Coimbra a 25 de Junho de 1808, acompanhado por cerca de 40 voluntários, 25 dos quais estudantes daquela Universidade. Este grupo dividir-se-ia em dois destacamentos, o primeiro comandado pelo próprio académico Zagalo e o segundo dirigido por Inácio Caiola, seguindo respectivamente pela margem direita e margem esquerda do rio Mondego.

À medida que avançavam a eles se juntavam grupos de cidadãos, engrossando esta fileira de voluntários. Reunidos de novo em Montemor-o-Velho, Bernardo Zagalo contava já com o apoio de cerca de 3.000 homens resolutos que entraram na Figueira da Foz a 26 de Junho, surpreendendo os cerca de uma dezena de franceses que circulavam na vila, bem como o próprio governador nomeado pelo francês Junot. Rapidamente cercaram o Forte de Santa Catarina, não permitindo qualquer comunicação com o seu exterior, com o objectivo de fazerem com que os soldados ali estacionados se rendessem com a falta de mantimentos.

Os soldados franceses ainda tentariam usar as munições, mas os seus movimentos seriam compreendidos e nenhum dos portugueses que os cercavam seria atingido. .

Dada a ordem de rendição, a resposta obtida por parte do comandante, o tenente-engenheiro português Cibrão, seria negativa, alegando que a sua rendição colocaria a sua própria família em perigo, pois que se encontrava nas mãos dos franceses
em Peniche.

Zagalo
aguardaria até ao dia 27 de Junho, data em que faria nova proposta de rendição, com a garantia de partida do comandante e franceses para Peniche, embora sem balas e pólvora.

Cibrão aceitaria finalmente a capitulação, tendo Zagalo mandado de imediato arriar a bandeira francesa, substituindo-a pela bandeira portuguesa.

Fundeado já o navio de Arthur Wellesley ao largo da Figueira, a decisão de início do desembarque das suas tropas, num número aproximado de 13.000 homens, seria tomada para o 1º de Agosto.

O desembarque seria realizado nas praias do Cabedelo com inúmeras dificuldades dadas as más condições do mar, mas com o auxilio da população e das suas pequenas embarcações acabaria por se concluir a 5 do mesmo mês, sem que se registasse a perda de qualquer embarcação britânica, nem de qualquer soldado.

A partir deste ponto as forças britânicas encaminhar-se-iam em direcção a Leiria, onde entraram a 11 de Agosto, partindo dois dias depois para Alcobaça, depois Caldas da Rainha. No dia 17 a marcha seguiria em direcção a Roliça encontrando aí as forças francesas comandadas por Delaborde. Este combate representaria o início da derrota do domínio napoleónico em Portugal, forçando-se a saída de Junot após a sua derrota na Batalha do Vimeiro, ocorrida a 17 de Agosto e que o levaria a assinar a Convenção de Sintra.


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