CINTRASEUPOVO

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

CARNAVAL


o carnaval

Alguns estudiosos afirmam que a comemoração do carnaval tem suas raízes em alguma festa primitiva, de caráter orgíaco, realizada em honra do ressurgimento da primavera. De fato, em certos rituais agrários da Antigüidade, 10 mil anos A.C., homens e mulheres pintavam seus rostos e corpos, deixando-se enlevar pela dança, pela festa e pela embriaguez.

Outros autores acreditam que o carnaval tenha se iniciado nas alegres festas do Egito. É bem verdade que os egípcios festejavam o culto a Ísis há 2000 anos A.C.
Em Roma, realizavam-se danças em homenagem a Deus Pã (as chamadas Lupercais) e a Baco (ou Dionísio para os gregos). Rituais Dionisíacos ou Bacanais.

Com o advento do cristianismo, a Igreja Católica começou a combater essas manifestações pagãs, sacralizando algumas, como o Natal e o Dia de Todos os Santos. Entre todas, o Carnaval foi uma das poucas a manter suas origens profanas, mas se restringiu aos dias que antecedem o início da Quaresma e ganhou colorido local. Na França medieval, era celebrado com grandes bebedeiras coletivas. Na Gália, tantos foram os excessos que Roma o proibiu por muito tempo. O papa Paulo II, no século XV, foi um dos mais tolerantes, permitindo que se realizassem comemorações na Via Ápia, rua próxima ao seu palácio. Já no carnaval romano, viam-se corridas de cavalo, desfiles de carros alegóricos, brigas de confetes, corridas de corcundas, lançamentos de ovos e outros divertimentos.

Entretanto, se o Catolicismo não adotou o carnaval, suportou-o com certa tolerância, já que a fixação do período momesco gira em torno de datas predeterminadas pela própria igreja. Tudo indica que foi nesse período que se deu a anexação ao calendário religioso, pois o carnaval antecede a Quaresma. É uma festa de características pagãs que termina em penitência, na dor de quarta-feira de Cinzas.

O baile de máscaras, introduzido pelo papa Paulo II, adquiriu força nos séculos XV e XVI, por influência da Commedia dell'Arte. Eram sucesso na Corte de Carlos VI. Ironicamente, esse rei foi assassinado numa dessas festas fantasiado de urso. As máscaras também eram confeccionadas para as festas religiosas como a Epifania (Dia de Reis). Em Veneza e Florença, no século XVIII, as damas elegantes da nobreza utilizavam-na como instrumento de sedução.

Na França, o carnaval resistiu até mesmo à Revolução Francesa e voltou a renascer com vigor na época do Romantismo, entre 1830 e 1850.
Manifestação artística onde prevalecia a ordem e a elegância, com seus bailes e desfiles alegóricos, o carnaval europeu iria desaparecer aos poucos na Europa, em fins do século XIX e começo do século XX.

Há que se registrar, entretanto, que as tradições momescas ainda mantêm-se vivas em algumas cidades européias, como Nice, Veneza e Munique.

Em outros países da Europa, as comemorações eram animadas por canções que ironizavam os governantes locais. Em cidades italianas como Nápoles, as pessoas acompanhavam grandes cortejos dançando e bebendo. Em Portugal – de onde veio para o Brasil – o Carnaval era sinônimo de Entrudo.

A origem do termo


Assim como a origem do carnaval, as raízes do termo também têm se constituído em objeto de discussão. Para uns, o vocábulo advém da expressão latina "carrum novalis" (carro naval), uma espécie de carro alegórico em forma de barco, com o qual os romanos inauguravam suas comemorações. Apesar de ser foneticamente aceitável, a expressão é refutada por diversos pesquisadores, sob a alegação de que esta não possui fundamento histórico.

Para outros, a palavra seria derivada da expressão do latim "carnem levare", modificada depois para "carne, vale !" (adeus, carne!), palavra originada entre os séculos XI e XII que designava a quarta-feira de cinzas e anunciava a supressão da carne devido à Quaresma. Provavelmente vem também daí a denominação "Dias Gordos", onde a ordem é transgredida e os abusos tolerados, em contraposição ao jejum e à abstenção total do período vindouro (Dias Magros da Quaresma).

HISTÓRIA DA DANÇA


HISTORIA  DA  DANÇA 
A dança é uma das três principais artes cênicas da Antiguidade, ao lado do teatro e da música. No antigo Egito já se realizava as chamadas danças astroteológicas em homenagem a Osíris. Na Grécia, a dança era frequentemente vinculada aos jogos, em especial aos olímpicos. A dança se caracteriza pelo uso do corpo seguindo movimentos previamente estabelecidos (coreografia) ou improvisados (dança livre).Na maior parte dos casos, a dança, com passos cadenciados é acompanhada ao som e compasso de música e envolve a expressão de sentimentos potenciados por ela.
A dança pode existir como manifestação artística ou como forma de divertimento ou cerimônia. Como arte, a dança se expressa através dos signos de movimento, com ou sem ligação musical, para um determinado público, que ao longo do tempo foi se desvinculando das particularidades do teatro.

FANDANGO
 Atualmente, a dança se manifesta nas ruas em eventos como "Dança em Trânsito", sob a forma de vídeo, no chamado "vídeodança", e em qualquer outro ambiente em que for contextualizado o propósito artístico.
A história da dança cênica representa uma mudança de significação dos propósitos artísticos através do tempo.
BALÉ
Com o Balé Clássico, as narrativas e ambientes ilusórios é que guiavam a cena. Com as transformações sociais da época moderna, começou-se a questionar certos virtuosismos presentes no balé e começaram a aparecer diferentes movimentos de Dança Moderna. É importante notar que nesse momento, o contexto social inferia muito nas realizações artísticas, fazendo com que então a Dança Moderna Americana acabasse por se tornar bem diferente da Dança Moderna Européia, mesmo que tendo alguns elementos em comum.

DANÇA MODERNA
A dança contemporânea como nova manifestação artística, sofrendo influências tanto de todos os movimentos passados, como das novas possibilidades tecnológicas (vídeo, instalações). Foi essa também muito influenciada pelas novas condições sociais - individualismo crescente, urbanização, propagação e importâncias da mídia, fazendo surgir novas propostas de arte, provocando também fusões com outras áreas artísticas como o teatro por exemplo.
Dança (do francês antigo dancier) geralmente refere-se ao movimento humano ora usado como forma de expressão ou apresentado num contexto social, espiritual ou num ambiente de performance. Também é usada para descrever métodos de comunicação não-verbal entre humanos ou animais (dança das abelhas, dança de acasalamento), movimento em objetos inanimados (as folhas dançam ao sabor do vento) e determinados géneros musicais. Coreografia significa qualquer noção de dança.

Definições daquilo que constitui a dança dependem de restrições sociais, culturais, estéticas, artísticas e morais. Varia entre movimento funcional (como a dança folclórica) e codificado, técnicas virtuosas como o ballet. As disciplinas de dança existem em desportos, como a ginástica, patinação artística e natação sincronizada. A arte marcial kata é muitas vezes comparada com dança.
Dança contemporânea é o nome dado para uma determinada forma de dança de concerto do século XX. Surgiu na década de 1950, como uma forma de protesto ou rompimento com a cultura clássica. Depois de um período de intensas inovações e experimentações, que muitas vezes beiravam a total desconstrução da arte, finalmente - na década de 1980 - a dança contemporânea começou a se definir, desenvolvendo uma linguagem própria, embora algumas vezes faça referência ao ballet, ao jazz e ao hip hop.
A  DANÇAR  UMA  POLCA
É uma coleção de sistemas e métodos desenvolvidos a partir da dança moderna e pós-moderna. A dança contemporânea não se define em técnicas ou movimentos específicos, pois o intérprete/bailarino ganha autonomia para construir suas próprias partituras coreográficas utilizando os métodos e os procedimentos de pesquisa. Esses métodos trazem instrumentos para que o intérprete crie suas composições a partir de temas relacionados a questões políticas, sociais, culturais, autobiográficas, comportamentais e cotidianas, como também a fisiologia e a anatomia do corpo.

Existem vários estilos de danças por terem surgido em época, local ou cultura diferente. São ritmos lentos, agitados, contemporâneos, dançados individualmente, com parceiro, em grupo, casal, etc.l
Várias classificações das danças podem ser feitas, levando-se em conta diferentes critérios.
Quanto ao modo de dançar: dança solo (ex.: coreografia de solista no balé, sapateado); dança em dupla (ex.: tango, salsa, valsa, forró etc); dança em grupo (ex.: danças de roda, sapateado). Quanto a origem: dança folclórica (ex.: catira, carimbó, reisado etc); dança histórica (ex.: sarabanda, bourré, gavota etc); dança cerimonial (ex.: danças rituais indianas); dança étnica (ex.: danças tradicionais de países ou regiões).Quanto a finalidade: dança erótica (ex.: can can, striptease, pole dancing); dança cênica ou performática (ex.: balé, dança do ventre, sapateado, dança contemporânea); dança social (ex.: dança de salão, axé, tradicional); dança religiosa/dança profética (ex.: dança sufi).
Alemanha
Ländler
Angola
Capoeira de Angola    Kizomba   Kuduro

Argentina
Chacarera   Chamamé   Milonga   Tango

Austrália
Hakken

Áustria
Ländler   Polca   Valsa

Bolívia
Caporales   Chacarera   Diablada


Brasil
Baião   Funk   Bugio   Bumba-meu-boi   Caboclinhos   Cacuriá   Calango   Capoeira    Carimbó   Cateretê   Catira   Chula   Ciranda   Coco   Congo   Forró   Frevo   Jongo   Lambada   Lundu   Maculelê   Maracatu Nação   Maracatu Rural   Maxixe   Quilombo   Rasqueado   Samba   Samba de roda   Siriá    Siriri   Tambor de crioula   Toré   Vanerão   Xaxado   Xote
China
Dança do Dragão    Dança do leão

Cuba
Bolero   Cha-cha-cha   Mambo   Rumba   Salsa

Egito
Dança do Ventre

Espanha
Bolero   Cachucha   Fandango   Flamenco   Milonga   Muinheira   Pasodoble   Sardana   Sevilhana   Zarzuela

Estados Unidos da América
Breakdance    C-Walk   Cakewalk   Charleston   Dança hip hop   Foxtrot   Funk Styles   Hula   Krumping   Lindy Hop   Popping   Twist   West Coast Swing
França
Bourrée   Cancan   Gavota   Minueto   Passepied   Valsa

Grécia
Sirtaki

Holanda
Hakken   Quadrilha

Hungria
Csárdás   Verbunkos

Índia
Bhangra   Bharatanatyam   Mallakhamb   Manipuri   Mohiniyattam   Odissi

Inglaterra
Anglaise   Giga   Quickstep

Irlanda
Sapateado

Israel
Hora

Itália
Siciliana   Tarantela

Japão
Nihon buyo   Para Para   Shibu

Paquistão
Bhangra

Peru
Huayño

Polónia
Cracoviana   Mazurca   Polca  Polonesa

República Dominicana
Bachata   Merengue

Tonga
'otuhaka   Lakalaka   Ma'ulu'ulu   Me'etu'upaki

Uruguai
Milonga

Venezuela
Joropo   Merengue   Salsa








sexta-feira, 18 de novembro de 2011

LAGARES DE AZEITE


Lagar de Azeite

HISTORIAL

O primeiro registo do Lagar de Azeite tem a data de 1810, mantendo-se em funcionamento até 1941. É um testemunho fiel do fabrico de azeite sem recurso a máquinas, anterior a industrialização. A sua autenticidade e o seu estado de conservação fazem com que o Lagar de Varas do Fojo seja um exemplar raro na Península Ibérica.
A Oliveira é a árvore que produz o fruto de onde se extrai esse precioso líquido.
A azeitona segue as fases de um fruto normal, quer dizer:
A árvore floresce, nos meses de Maio e Junho.
Dessa flor nascem as azeitonas, minúsculas bagas verdes, que vão crescendo com o tempo, durante cinco/seis meses.
Nesse período a azeitona amadurece e toma a cor preta.
A colheita da azeitona, em Portugal, processa-se nos meses de Novembro e Dezembro.
É nesses meses que os Lagares de Azeite passam a funcionar.

A tecnologia está extinta, não só no saber fazer, como no saber dos conceitos técnicos para a sua execução, e muito menos na adequação das matérias-primas actualmente existentes no mercado.

 O azeite é um produto alimentar, usado como tempero, produzido a partir da azeitona, fruto advindo das Em Portugal
O azeite foi um dos primeiros produtos exportados por Portugal.



Em Portugal, a referência à oliveira é muito antiga. O Código Visigótico, nas leis de protecção à agricultura, prescrevia a multa de cinco soldos para quem arrancasse oliveira alheia, pagando por outra árvore apenas três soldos.


Alguns autores afirmam que o maior desenvolvimento desta cultura se verifica nas províncias onde a reconquista chegou mais tardiamente. Os forais dos mouros forros de Lisboa, Almada, Palmela e Alcácer do Sal, dados por D. Afonso Henriques em 1170, e mais tarde o dos mouros do Algarve (1269), e no de Évora (1273), se referem expressamente a essa cultura de oliveira.


No que diz respeito à Beira Baixa só há uma menção à «plantação recente de oliveira num chão tapado, dentro da vila de Covilhã em 1359». Das tabelas medievais de portagem (direitos), podemos concluir quais os principais géneros do comércio local: sal, azeite, pão, vinho, animais vivos e peixe salgado ou fresco. Do séc. XIV há noticia de dois concelhos em que se cultivava a oliveira: Évora e Coimbra. Neste último o rei concede os mesmos privilégios que a Lisboa, isto é, «podiam carregar o azeite no rio e foz do Mondego. assim para fora do Reino como para o interior».

Na época dos Descobrimentos nos séc. XV e XVI, o azeite e o vinho continuam a fazer parte da lista dos produtos exportados. Como no séc. XIV, Coimbra, Évora e seus termos eram as regiões de maior produção no séc. XV. Em 1555 o consumo do azeite sofreu grande aumento, pois começou a ser utilizado com frequência na iluminação. Neste século vendia-se o produto dentro do reino e exportava-se com destino aos mercados do Norte da Europa e para o ultramar, em especial para a Índia. No tempo do domínio filipino o «mercado negro», o açambarcamento e especulação oneraram o produto; compreende-se assim a baixa na exportação, apesar de Manuel de Sousa Faria ter elogiado a sua qualidade e abundância, afirmando que a exportação continuava para a Flandres, Alemanha, Castela-a-Velha, Província de Leão, Galiza, Índia e Brasil.


No séc. XVIII Coimbra deixou de ser o principal centro produtor e o azeite de melhor qualidade foi o de Santarém. O monopólio de lagares, na posse dos donatários e dos mestrados das Ordens, foi causa de queixas várias na baixa de produção. Contudo, ainda no séc. XIX e, não obstante os processos de fabrico continuarem rudimentares, o azeite português foi premiado na Exposição de Paris de 1889.